2º DOMINGO DA QUARESMA – ANO A PDF Imprimir E-mail
Escrito por Serginho Valle   
Sex, 15 de Fevereiro de 2008 03:17
 

Na ótica da Campanha da Fraternidade, a transfiguração de Jesus atinge a vida humana e torna-se resposta vocacional, denominada por Paulo de “vocação santa”, com a finalidade de fazer brilhar a luz da VIDA divina (2a leitura). Torna-se, igualmente, processo de conversão existencial em favor da vida para que essa brilhe radiante.

 

 

 

 

A transfiguração de Jesus, como elemento histórico, foi importante para fortalecer nos discípulos a experiência futura da Paixão e Morte (Evangelho) e despertá-los em vista da missão que lhes esperava: transfigurar a vida de homens e mulheres comunicando-lhes a voz do Filho amado do Pai (Evangelho), ou, no dizer de Paulo: fazer “brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho” (2a leitura). Há, nessa celebração, um projeto iluminador em favor da vida humana; a fonte iluminadora é Jesus e seu Evangelho. A cena da transfiguração esclarece que não serão mais os profetas do 1º Testamento que falarão em nome de Deus, mas Jesus, o “Filho amado do Pai”; é a ele que devemos ouvir (Evangelho) se quisermos uma humanidade nova e iluminada pela vida divina.

Decorrente disso, a transfiguração torna-se momento de envio missionário em favor da vida humana. Na cena da transfiguração, dois momentos esclarecem a dimensão missionária: a voz divina que abafa o projeto de Pedro para construir tendas e quando os discípulos abrem os olhos e não vêem ninguém, exceto Jesus (Evangelho). A realidade do discípulo consiste em partilhar com Jesus o projeto divino, passando de emoções religiosas – como a animação de Pedro – para o compromisso concreto de caminhar na fé e buscar uma nova terra (1a leitura) onde será destruído o poder da morte para fazer brilhar a vida pelo Evangelho (2a leitura).

Do ponto de vista prático, o caminho do discipulado com Jesus mostrará que a vida é transfigurada pela atenção ao Evangelho, a voz do Filho amado de Deus (Evangelho) e com atitudes concretas que atingem o cotidiano de homens e mulheres. Atitudes como o amor e o serviço fraterno. A última cena da transfiguração de Jesus merece um destaque especial, em vista do atual contexto. Depois da transfiguração, Jesus desperta os discípulos e pede que se levantem com coragem (Evangelho). Entendemos que se levantem com coragem para a missão de transfigurar a vida humana, libertando-a da morte e alimentando-a em tempo de penúria (salmo responsorial).

 

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Última atualização ( Sex, 21 de Março de 2008 20:29 )