Mãe Imaculada, minha Auxiliadora: Das montanhas de Minas, escuto Adélia Prado, e ela fala ao meu coração: “Em maio, a tarde não arde. Em maio, a tarde não dura. Em maio, a tarde fulgura”.
Chegamos ao mês de maio, mês desde sempre dedicado a você, Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Neste mês, iremos celebrar o tão querido “Dia das Mães”. Neste mês, prolongaremos as alegrias do tempo pascal. Alegrias que foram vividas por você, Mãe, que acompanhou, passo a passo, os passos de seu Filho na tarde mais triste de sua vida. E você foi com ele até o momento final.
Lembra-se das palavras “Mãe, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe”? É pensando nelas que me pego pensando: Quem, Mãe, não precisa de mãe? Quem não precisa de Você? Desde o primeiro momento da vida, é a mãe quem nos ampara, protege, alimenta. Naquele momento, ali, aos pés da cruz, Você se tornou a Mãe do novo mundo, recriado segundo o coração do seu Filho. Mesmo quando Ele estava agonizando, mesmo assim, não quis nos deixar órfãos. Mesmo quando Ele já havia entregado tudo – o corpo, o sangue, o espírito – já não restava mais nada do que foi a vida humana do Filho de Deus que também foi Seu, um soldado veio e abriu-lhe o lado. E do lado aberto jorrou sangue e água. Desse lado traspassado, nasceu a comunidade dos que O seguem porque O amam. Nasceu a Igreja. Antes, porém, que a Igreja nascesse, Ele providenciou Mãe que cuidasse dela, desde o primeiro choro. Porque choro sempre haverá, e será muito. Quanta sensibilidade naquele momento tão duro e cruel! Quanto amor dedicado! “Amou-nos até o fim!”
Ali, aos pés da cruz do Senhor, já estávamos todos nós: você, eu, todos. Todos nós estávamos, pois foi por nós que Ele se entregou. Foi por você, por mim, por todos que Ele derramou Seu sangue. É nisso que eu penso toda vez que problemas e dificuldades se aproximam de minha vida. É sobre isso que eu rezo, nesses momentos. Apenas lembro a Ele que eu já estava lá, naquele dia, aos pés da cruz. E se foi assim, não é agora que Ele irá me abandonar. E eu asseguro a você: Ele nunca me abandonou. Sabe por quê? Porque Ela nunca me abandonou. Porque Ela estava lá, comigo, conosco, naquele dia, aos pés da cruz. Mãe que é mãe jamais abandona!